A dor de uma separação é, na verdade, um conjunto de dores...é a dor
do fracasso por ter investido tanto em sentimento, tempo e esperança
em uma relação que chegou ao fim. É a dor de ter que se desfazer de
tantos planos e sonhos imaginados juntos e ter que aceitar que agora
cada um vai para um lado...é a dor do desapego, ou da tentativa do
desapego, afinal, não se deixa de amar de uma hora para outra. É a dor
de saber que, apesar de não ter mais que lidar com os defeitos do
outro, que tanto machucavam, também não haverá mais aqueles momentos
que tornavam tudo especial. É a dor da ausência, ausência de tudo, do
corpo e do espírito, das risadas, dos xingamentos, das piadas
particulares, dos significados de olhares que só vocês entendiam...é a
dor da lembrança, que peremanecem em todos os cantos que vocês já
passaram, em todos os restaurantes em que vocês já jantaram, em todas
as músicas que vocês já cantaram ou escutaram juntos...
O que mais dói na separação é aquela sensação de impotência, de vazio,
de desgaste emocional...é ccomo se um imenso aspirador tivesse sugado
toda a sua alma e não houvesse mais energia para continuar. É a
sensação de culpa que fica, e que por mais que a gente racionalmente
acredite que faz o que pôde, sempre vai nos cutucar com um " e se ? ",
porque no fundo acreditamos que não existe um único culpado na
história. É a dor da preocupação com o outro...de querer saber como
ele está passando sem você, e ao mesmo tempo a dor da vaidade, do medo
de descobrir que ele está melhor do que você imagina. É a dor da
contradição, de querer que o tempo apague tudo o mais rápido possível,
de querer que o tempo apague tudo o mais rápido possível, de querer se
afastar de tudo de uma vez, mas ficar checando a caixa de e-amail, o
MSN, o celular a cada minuti, esperando um sinal, a menor desculpa
para dar uma segunda chance.
Às vezes, no entanto, a separação é necessária, porque por mais
dolorosa que seja, pode ser ainda menos dolorosa que a decisão de
continuar. Às vezes, é preciso ouvir um pouco menos o coração e
colocar tudo numa balança. Tudo mesmo.
Se possível, fazer um gráfico, medindo o seu grau de felicidade,
satisfação, desde o início do relacionamento. Se a balança pesar mais
pro lado negativo ou se o gráfico for nitidamente descendente, algo
está obviamente errado. A menos que você sejaum daquels que acreditam
que o amor é sofrimento, não se conforme com menos do que merece.
Procure ver se o problema é algo passageiro, ou se é questão de formas
diferentes de ver o mundoi, objetivos de vida muito distintos, valores
e princípios incompatíveis etc. Não caia na conversa de que o opostos
se atraem. Isso não é regra. É preciso uma liga entre os dois, algo
que nutra admiração e que sirva como base sólida para construir algo
juntos...e acredite, por melhor que seja o sexo, isso nunca vai
sustentar nenhum romance por muito tempo.
Não cai no erro de apoiar sua felicidade no futuro próximo, na idéia
de que coisas irão mudar e de que as transformações irão acntecer mais
cedo ou mais tarde. Ou você se conforma com a idéia de que talvez ele
nunca pare de fumar, de que seu temperamento dofícil faz parte de sua
personalidade e de que sua mania de organização não é um T.O.C e sim
motivo de orgulho para ele, ou você vai ficar sempre adiando sua
felicidade, se sentindo frustada e decepcionada com o agora. É um
grande engano ficar idealizando um futuro perfeito para os dois, se o
próprio presente não está agradando. É mais fácil que as coisas piorem
que o contrário. Pelo menos o melhor é acreditar nisso, pois assim o
que vier de melhora é lucro. Acreditar que o outro tem que mudar para
você ser feliz, além de ser burrice é egoísta, pois parte do
pressuposto de que você não aceita a pessoa como ela é.
Amar significa, antes de tudo, estar bem. O amor tem que representar
tranquilidade e ser um porto seguro. A paixão é adrenalina, é aquele
frio na barriga antes de se encontrar, é mdo de não ser tão boa, tão
gostosa ou tão inteligente a ponto de ele te querer...é insegurança,
medo, a sensação de que tudo depende de você e de que você está sendo
testada o tempo todo. É colocar o outro no centro das atenções, é
atribuir ao outro a própria felicidade, é ser exagerada, incontida,
impulsiva. Isso é maravilhoso, mas cá pra nós, ninguém consegue viver
nessa montanha russa o tempo todo, nessa rotina frenética e
intensa...daí vem o Amor, que é um suspiro de alívio, uam sensação de
paz que traz consigo uam certa dose de maturidade, cumplicidade...é o
Amor que te dá segurança emocional, que faz você perceber que ele
estará ao seu lado, ainda que você acorde mal humorada, fique doente
ou use pijamas de flanela. É o Amor que faz você se sentir
compreendida e que te dá suporte, caso todo o resto esteja indo mal. É
o Amor que te dá amparo para enfrentar qualquer coisa, qualquer
problema. Amar alguém e ser amado é isso. É confiar no outro e ser
correspondida. É não se sentir sozinha. É saber que sua felicidade é
prioridade para ele e vice-versa.
Se o amor não for capaz de te dar isso, então não vale a pena
continuar. Se além de todas as preocupações que temos no dia-a-dia, o
relacionamento for mais uma constante preocupação e mais um motivo de
estresse, então o Amor perede o seu sentido, a sua razão de ser. Não
adianta continuar por medo de ficar sozinha. A solidão independe de
estar ou não estar com alguém. Não viva acumulando mágoas, guardando
ressentimentos, trocando ofensas...isso não pe bom para nenhum dos
dois. E não pense que você deve bancar a Madre Teresa de Calcutá para
ser altruísta nessa horas. Se você ama, então merece ser amada. Se não
está sendo correspondida, seja corajosa e saia desse relacionamento.
talvez o problema não seja necessariamente ele ou você, em particular.
Talvez vocês simplismente não combinem. talvez uma amizade seja a
melhor saída. Só não saia acreditando que ele é o último biscoito do
pacote. Simples assim, bom, talvez nem tanto...Dói? Dói. Você vai
chorar, vai ficar arrasada, vai achar qe talvez nunca mais encontre
alguém mais interessante e blá, blá, blás...mas no final das contas, o
que sobrevive para contar a história é a experiência, a sabedoria e a
certeza de que nem mesmo os poetas morrem literalmente de amor.
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